Uma mente para a Web

Digital e coletivo são características cada vez mais relevantes em sistemas inteligentes globalmente integrados, o que, por sua vez, são atributos cada vez mais simples, e necessários, que podem ser obtidos através das tecnologias em nuvem, em constante evolução.

Ou seja, a nuvem de hoje não é mais a mesma de ontem, literalmente, e em tese, está cada vez mais avançada, se considerarmos que está cada vez mais digital, integrada, rápida, responsiva, criativa, ubíqua, móvel, escalável, e, consequência de tudo isso, invisível.

Mas se a atuação global é cada vez mais simples, e a tecnologia para isso cada vez mais invisível, a criação de sistemas inteligentes se mostra cada vez mais complexa, com níveis absurdos de incerteza sobre o que realmente é viável ou não, e em que prazos e nível de qualidade, principalmente quando o desafio é a inteligência genérica, automática e autônoma, e, principalmente, a sabedoria no nível humano.

Uma mente para a Web

Minha visão é que a portas estão abertas para criarmos uma mente para a Web, principalmente com a entrada do novo verão de inteligência artificial.

Sim, uma mente digital.

E isso se deve a diversas evoluções de funcionalidades específicas, que de alguma forma ajudaram a construir sua massa operacional original, ou diante dessa metáfora, seu cérebro, para permitir cada vez mais uma autonomia de decisões digitalmente coletivas, unindo pessoas e máquinas inteligentes.

Nesse novo cenário para a Web, já não saberemos a lógica exata de cada operação, ou de cada criação, ou de cada decisão. Afinal, ela está viva, com consciência coletiva, inteligente e autônoma, inclusive para arbítrio.

E, na prática, irá se materializar dos mais variados formatos, que vão do mais básico, que são os web sites, até os mais interativos, como as aplicações móveis e, cada vez mais, as máquinas e os robôs, reais e artificiais, como prefiro referir aos conhecidos bots.

Os riscos e oportunidades dessa nova Web, com uma mente digital, estão no nível de sabedoria que ela irá atingir, e nossa responsabilidade, como usuários e desenvolvedores, é que sua consciência, real ou artificial, mas certamente coletiva, seja, de fato, cada vez mais evoluída.

E, espero, sejamos sábios o suficiente para estarmos criando uma nova mente coletiva e digital que ajude nossas próprias a serem cada vez mais evoluídas, o que justificaria por completo esse caminho que estamos seguindo.

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Por Rogério Figurelli em 21/02/2020